Maroan Fernandes Haidar Ahmed Divulgação Maroan Fernandes Haidar Ahmed, de 25 anos, é apontado como um dos principais chefes operacionais de um suposto esquema de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e desvio de cocaína. Ele é um dos 29 alvos da Operação Ifrit, da Polícia Federal (PF), deflagrada nessa quarta-feira (4) em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Rondônia.
Conforme as investigações, o comando do esquema era dividido entre integrantes da família Haidar. Uma das casas da família, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão durante a operação, fica no bairro Vila Kamal Jumblat, em Rondonópolis (MT).
Maroan é apontado como um dos principais articuladores e estrategistas da organização criminosa. Atualmente, ele está preso no Presídio Federal de Porto Velho (RO), onde cumpre pena por homicídio cometido em Mato Grosso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O jovem foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por matar a tiros o empresário Fábio Batista de Jesus, em Rondonópolis (MT), após uma discussão sobre o farol alto de um carro.
O crime ocorreu em um posto de combustível, em 2018, e foi registrado por uma câmera de segurança (vídeo abaixo). Vídeo mostra momento em que cliente é assassinado em conveniência LEIA TAMBÉM: Quem é quem no clã Haidar Quem são os 29 alvos suspeitos de esquema internacional de cocaína Grupo ultraviolento ligado ao PCC e PGC é alvo de operação que investiga participação de policiais em MS Função no esquema Mesmo após a prisão e a transferência para o sistema penitenciário federal, registros de conversas em parlatório, bilhetes e arquivos extraídos de dispositivos eletrônicos teriam indicado que Maroan continuava emitindo ordens relacionadas à negociação de entorpecentes, à aquisição de fuzis e pistolas, à cobrança de dívidas e aos repasses financeiros para a manutenção do grupo.
Conforme relatório policial ao qual o g1 teve acesso, Maroan direcionava recursos para custear a logística da organização, incluindo a compra e a distribuição de carregamentos de cocaína e skunk. Ele também seria responsável por estruturar redes de proteção policial, por meio do pagamento de propina.
Procurado internacionalmente Em 2019, quando ainda estava foragido, Maroan chegou a integrar a lista de pessoas mais procuradas da Interpol. Na época, ele chegou a ter o passaporte cancelado.
Ainda quando estava foragido, o jovem chegou a postar fotos de praia e outra foto com um prato de camarão em um restaurante pelo nordeste. Fotos publicadas por Maroan no Instagram quando estava foragido Redes sociais O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Maroan pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Na decisão, o juiz declarou que ele 'demonstra menosprezo e deboche das forças policiais e da Justiça, uma vez que publicou em uma de suas redes sociais fotos falsas com o intuito de obstar a sua localização e conseguinte prisão'.


